Abadia de Klosterneuburg — Klosterneuburg, Áustria Stanza / Audioguia
Klosterneuburg, Áustria
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Stanza · Audioguia

Abadia de Klosterneuburg Audioguia em português

Um lugar para recordar. Uma história para levar consigo.

A Abadia de Klosterneuburg é um mosteiro agostiniano do século XII da Igreja Católica localizado na Baixa Áustria. Foi fundada em 1114 por São Leopoldo III de Babenberg e pela sua esposa Inês da Alemanha.

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Um guia. A sua forma de visitar.

A Abadia de Klosterneuburg é um mosteiro agostiniano do século XII da Igreja Católica localizado na Baixa Áustria. Foi fundada em 1114 por São Leopoldo III de Babenberg e pela sua esposa Inês da Alemanha.

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Descubra algumas histórias antes da visita. Abra uma paragem para ler mais.

01Stiftsplatz e a Fachada da Abadia

Stiftsplatz e a Fachada da Abadia

Bem-vindo à Abadia de Klosterneuburg, um mosteiro agostiniano numa colina sobranceira ao Danúbio, a norte de Viena. O Marquês Leopoldo III e a sua esposa Inês fundaram-no em 1114, e a sua comunidade de cónegos ainda vive e reza aqui. A abadia tornou-se um centro espiritual e económico de poder na Áustria, e ainda gere uma das propriedades vitivinícolas mais antigas do país. Um pilar gótico de 1381 ergue-se nesta praça, mais antigo do que a maioria do que a rodeia. A longa fachada amarela pertence a uma residência que nunca foi terminada, e a entrada demonstra-o claramente. Os visitantes passam pela Sala Terrena, um salão concebido para ser uma sala de jardim tipo gruta. Por volta de 1735, o escultor da corte Lorenzo Mattielli esculpiu figuras monumentais de Atlas para sustentar o seu teto. Hoje, a sala assemelha-se a um estaleiro de obras barroco exposto, congelado a meio do projeto. À frente encontram-se as cúpulas coroadas, a igreja colegiada e o claustro gótico, cada um com o seu próprio capítulo da história.

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Photo: Mayerski · CC BY-SA 3.0

02Cúpula da Coroa Imperial

Cúpula da Coroa Imperial

A coroa no topo desta cúpula é toda a ambição do local captada numa única escultura. Em 1730, o Imperador Carlos VI propôs-se reconstruir o mosteiro como uma residência monumental, parte palácio, parte igreja, seguindo o modelo do Escorial em Espanha. Nove cúpulas foram planeadas para o complexo. O trabalho foi entregue ao arquiteto Donato Felice d'Allio, inspirando-se em ideias de Joseph Emanuel Fischer von Erlach, o mestre de obras de Viena. Depois, em 1740, o imperador morreu inesperadamente e o estaleiro de obras parou abruptamente. Até essa altura, apenas uma fração do grande projeto tinha surgido do solo. Duas cúpulas foram terminadas e transmitem a mensagem em metal e pedra. A cúpula principal ostenta a coroa imperial, a mais pequena a coroa arquiducal. No século XIX, o arquiteto Joseph Kornhäusel completou um dos pátios iniciados, mas o Escorial austríaco completo nunca se concretizou.

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Photo: Huberta Weigl · CC BY-SA 3.0 at

03Fundações da Capella Speciosa

Fundações da Capella Speciosa

Estes muros baixos de pedra são quase tudo o que resta de um dos edifícios mais elogiados da sua época. Em 1220, o Duque Leopoldo VI trouxe um mestre de obras da Borgonha para erigir uma capela ducal junto ao convento. Chamava-se Capella Speciosa e é considerada um dos edifícios sagrados mais belos do seu tempo. A capela não sobreviveu aos séculos; foi demolida no século XVIII. O que resta é a planta, escavada e deixada visível, para que a camada mais profunda da abadia possa ser lida ao ar livre. A história da construção aqui decorre em camadas. As fundações do complexo incluem uma torre de castelo e uma capela gótica que remontam ao século XII, abaixo de tudo o que os construtores barrocos adicionaram. Uma capela ducal, um mosteiro, um sonho imperial, tudo empilhado no mesmo terreno.

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Veleius at de.wikipedia · Public domain

04A Lenda do Véu de Inês

A Lenda do Véu de Inês

Um véu de noiva, uma rajada de vento e um mosteiro. Este relevo em pedra na fonte Leopoldsbrunnen conta a lenda de fundação através de figuras esculpidas. Começa com um casamento real. Em 1106, o Imperador Henrique o Quinto recompensou o Marquês Leopoldo o Terceiro pela sua lealdade, oferecendo-lhe a mão de sua irmã Inês, a viúva do Duque Frederico da Suábia. O casamento elevou enormemente o estatuto de Leopoldo e trouxe um vasto dote de bens reais. Leopoldo construiu uma nova residência para a sua esposa e chamou-lhe Niwenburc, o novo castelo. Conta a história que o casal se encontrava na varanda quando uma forte rajada de vento arrancou o véu de Inês. As buscas não deram em nada. Anos mais tarde, numa jornada de caça, Leopoldo viu um brilho intenso entre a folhagem de um sabugueiro. No interior pendia o véu, ileso, e uma visão da Virgem Maria disse-lhe para construir uma igreja e um mosteiro nesse local. O que é certo é a alvenaria: a primeira pedra da igreja da abadia foi lançada a 12 de junho de 1114, e em 1133 Leopoldo entregou o mosteiro aos agostinhos.

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Yair Haklai · CC BY-SA 4.0

05O Claustro Gótico e a Comunidade de Cónegos

O Claustro Gótico e a Comunidade de Cónegos

Abóbadas do século XIII abrigam este jardim tranquilo, o coração de uma comunidade que gere os seus próprios assuntos há quase novecentos anos. Os cónegos agostinianos tomaram conta do mosteiro em 1133, e sessenta e seis prepostos lideraram-nos desde então. O seu teste mais rigoroso ocorreu no outono de 1683, quando um enorme exército otomano sob o comando de Kara Mustafa Pasha cercou Viena e ameaçou Klosterneuburg. A maioria dos cónegos fugiu para Passau, levando consigo o tesouro da igreja. Dois homens ficaram para trás com os cidadãos: um padre e um irmão leigo chamado Marzellin Orthner. A cidade baixa rendeu-se, mas a cidade alta e o mosteiro foram defendidos com sucesso. Essa resistência foi importante muito para além das muralhas, porque Klosterneuburg protegeu o flanco do exército cristão que libertou Viena sob o comando do Rei João III Sobieski. As provações posteriores da comunidade foram mais silenciosas, mas não menos reais. Em 1941, os nazis suprimiram a comunidade de cónegos e tomaram posse dos edifícios, e o Preposto Alipius Linda, eleito em 1937, conduziu a comunidade através desses anos e da ocupação que se seguiu à guerra.

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Photo: Dguendel · CC BY 4.0

06Candelabro de Sete Braços de 1135

Candelabro de Sete Braços de 1135

Sete braços de bronze, fundidos por volta de 1135, são o mobiliário mais antigo que sobreviveu da igreja da abadia. O candelabro foi provavelmente fundido em Verona e oferecido ao mosteiro pelo próprio casal marquês. Durante séculos, permaneceu no presbitério da igreja românica, até que a remodelação barroca o retirou de lá. Devido à sua forma semelhante a uma árvore, as fontes antigas chamam-lhe Sambucus, o sabugueiro. Surgiu uma lenda à volta desse nome, afirmando que a madeira do próprio sabugueiro da lenda do véu foi nele trabalhada. A verdade é mais antiga e mais erudita que a lenda. A forma da menorá judaica foi deliberadamente reinterpretada num sentido cristão como a Árvore de Jessé, a árvore genealógica de Cristo. Os seus sete braços representam os sete dons do Espírito Santo. Desde o século XX, o candelabro encontra-se na antiga casa da fonte, junto ao lado norte do Claustro Gótico, uma sala de nove lados que outrora continha uma bacia de água.

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Effi Schweizer · Public domain

07Altar de Verdun

Altar de Verdun

Cinquenta e uma placas de cobre dourado, a brilhar com esmalte, constituem a joia artística da abadia. Nicolau de Verdun executou este retábulo em 1181, trabalhando a partir de modelos bizantinos, e a sua qualidade convida à comparação com o Relicário dos Três Reis Magos na Catedral de Colónia. As placas estão dispostas em três filas que percorrem a história sagrada. As filas superior e inferior contêm cenas do Antigo Testamento, desde Adão, Noé e Abraão até David e o cativeiro da Babilónia, e a vida de Jesus preenche a fila central entre elas. A verdadeira ideia reside nas colunas, onde placas de diferentes épocas se encontram diretamente lado a lado. Uma cena do Antigo Testamento está voltada para o seu cumprimento no Novo Testamento, a forma medieval de ler as duas como uma única história. Os painéis não foram feitos como um altar. Apenas por volta de 1330 foram montados no tríptico que aqui vemos, aberto de par em par para que os campos de esmalte fiquem virados para o altar da capela.

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s.somkuti · CC BY-SA 2.0

08Relicário de São Leopoldo

Relicário de São Leopoldo

O Relicário de São Leopoldo dourado traz um simples apelo em letras antigas: St. Leopold, bitte für uns. São Leopoldo, rogai por nós. O marquês fundador não permaneceu apenas como um nobre na memória. O Papa Inocêncio VIII canonizou-o a 6 de janeiro de 1485, e a Abadia de Klosterneuburg tornou-se rapidamente um importante local de peregrinação. O seu túmulo encontrou o seu lugar na capela de 1318, e a sua festa celebra-se a 15 de novembro, o dia em que morreu em 1136. Essa data guarda uma segunda memória. A 15 de novembro de 1616, o Arquiduque Maximiliano III participou no festival de Leopoldo aqui e doou o barrete arquiducal ao mosteiro. A partir de então, a abadia guardou a coroa sagrada da terra, um tesouro que só podia sair da sua custódia para a cerimónia de homenagem hereditária. O fundador, a coroa e o apelo no relicário apontam todos para o mesmo: a Abadia de Klosterneuburg guardava a memória da dinastia e o símbolo do país numa única capela.

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s.somkuti · CC BY-SA 2.0

09A Igreja Colegiada vista do Exterior

A Igreja Colegiada vista do Exterior

A partir do exterior, a igreja colegiada lê-se como uma crónica em pedra. Foi consagrada a 29 de setembro de 1136, após vinte e dois anos de construção, e a forma básica dessa basílica românica sobreviveu a nove séculos de reconstrução. As torres contam uma história mais lenta. A torre sul foi iniciada em 1394 e demorou duzentos anos a ser concluída, tendo ficado pronta apenas em 1592. Por volta da década de 1880, as torres poentes tinham-se tornado inseguras, e o mestre-construtor vienense Friedrich von Schmidt dirigiu a sua restauração. Entre 1882 e 1893, as torres originalmente desiguais foram reconstruídas com uma altura neogótica unificada de quase oitenta e três metros, recebendo esculturas de Franz Christoph Erler. A igreja é dedicada à Natividade de Maria, e em 1936 o Papa Pio XI concedeu-lhe o título de basílica menor.

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Photo: Anna Saini · CC BY-SA 4.0

10Nave Barroca

Nave Barroca

O ouro conduz o olhar ao longo desta nave até ao altar-mor, debaixo de um teto repleto de nuvens pintadas. As paredes por trás de todo esse brilho são muito mais antigas. A basílica de Leopoldo terceiro ainda molda esta sala. A partir de 1634, os cónegos começaram a revesti-la com o Barroco, em três longas fases. Artistas do norte de Itália trabalharam na primeira sob a direção de Giovanni Battista Carlone. A antiga torre do cruzeiro foi demolida em 1636. No seu lugar ergueu-se a torre norte, construída à maneira gótica da torre sul, e recebeu um sino de seis mil quilogramas, o Leopoldiglocke, nomeado em honra do fundador. A segunda fase prolongou-se até 1702, preenchendo a nave com frescos, estuque e altares. A última fase conferiu ao presbitério, às cadeiras do coro, ao altar-mor e aos bancos a sua forma atual, segundo desenhos de Matthias Steinl. Um salão românico de oração tinha-se tornado num palco barroco para a liturgia.

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Photo: Uoaei1 · CC BY-SA 3.0

  1. 11

    Órgão Freundt de 1642

    O órgão de 1642 de Johann Freundt de Passau, ainda classificado entre os instrumentos mais significativos da Áustria.

  2. 12

    Salão de Mármore e o Fresco de Gran

    O fresco do teto de 1749, da autoria de Daniel Gran, que retrata três dinastias governantes como uma glória ininterrupta da Áustria.

  3. 13

    Apartamentos Imperiais

    A enfiada dourada dos apartamentos imperiais, construída para um imperador cujo palácio nunca foi terminado.

  4. 14

    Biblioteca abobadada

    A Biblioteca abobadada e o Padre Pius Parsch, cuja Liturgia Popular se espalhou a partir daqui por toda a Áustria.

  5. 15

    Árvore Genealógica dos Babenberg (1489)

    A árvore genealógica de Hans Part de 1489, a memória pintada da abadia da sua dinastia fundadora.

  6. 16

    O Apóstolo com Óculos (1439)

    Um apóstolo de 1439 lê o seu livro através de óculos rebitados, uma pequena joia da coleção de pintura da abadia.

  7. 17

    Adega Histórica

    Nove séculos de produção vinícola nas adegas de tijolo de uma das mais antigas e maiores propriedades vinícolas da Áustria.

  8. 18

    Fasselrutschen no Tonel Gigante

    O Tonel Gigante de 56 000 litros e o Fasselrutschen, a descida da sorte pelas suas aduelas a cada 15 de novembro.

18 paragens narradas

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Abadia de Klosterneuburg

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