Sagalassos — Ağlasun, Turquia Stanza / Audioguia
Ağlasun, Turquia
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Stanza · Audioguia

Sagalassos Audioguia em português

Um lugar para recordar. Uma história para levar consigo.

Sagalassos é um sítio arqueológico situado nas Montanhas Taurus Ocidentais, no sudoeste da Turquia. Durante o período imperial romano, era conhecida como a primeira cidade da Pisídia e servia como uma cidade…

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Sobre o passeio

Um guia. A sua forma de visitar.

Sagalassos é um sítio arqueológico situado nas Montanhas Taurus Ocidentais, no sudoeste da Turquia. Durante o período imperial romano, era conhecida como a primeira cidade da Pisídia e servia como uma cidade importante na região.

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01Chegada a Sagalassos: Uma Cidade na Montanha

Chegada a Sagalassos: Uma Cidade na Montanha

Seja bem-vindo a Sagalassos, uma antiga cidade construída bem alto nas encostas do monte Akdağ, no sudoeste da Turquia. As ruínas estendem-se por socalcos entre cerca de mil e quatrocentos e mil e seiscentos metros acima do nível do mar, a sete quilómetros da pequena vila de Ağlasun. Esta era a Pisídia, uma região montanhosa acidentada nos Tauros ocidentais, e Sagalassos tornou-se na sua povoação mais importante. O que torna o local notável é a quantidade de vestígios que subsistem. A erosão sepultou a cidade após ter sido abandonada, e a sua localização remota poderá tê-la impedido de ser severamente saqueada. Desde 1990, uma equipa da Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica, liderada por Marc Waelkens, tem vindo a escavá-la bloco a bloco. O centro monumental encontra-se agora a descoberto e vários edifícios foram reconstruídos peça a peça. A subida que se avizinha percorre ruas pavimentadas, praças de mercado, termas e fontes, até chegar a um teatro perto do topo. É toda uma cidade romana disposta numa encosta de montanha.

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Ingeborg Simon · CC BY-SA 3.0

02A Primeira Cidade da Pisídia e o Cerco de Alexandre

A Primeira Cidade da Pisídia e o Cerco de Alexandre

Em 333 a.C., Alexandre o Grande marchava em direção à Pérsia quando chegou a esta região montanhosa. Sagalassos era então uma das cidades mais ricas da Pisídia, com uma população de alguns milhares de habitantes. Os pisídios eram conhecidos como um povo guerreiro e defenderam os seus cumes contra ele. A cidade acabou por cair, e a sua conquista inaugura a história escrita de Sagalassos. Após a morte de Alexandre, os seus sucessores dividiram o seu império, e a região passou por várias mãos, desde Antígono até, possivelmente, Lisímaco da Trácia, passando depois pelos selêucidas da Síria e pelos atálidas de Pérgamo. Algo mais duradouro também aconteceu. O registo arqueológico mostra que a população local adotou rapidamente a cultura grega, e a vila de montanha iniciou a sua longa transformação.

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Ingo Mehling · CC BY-SA 3.0

03A Subida da Rua Porticoada

A Subida da Rua Porticoada

A estrada de acesso à antiga cidade sobe suavemente, pavimentada com grandes lajes de calcário local, algumas das quais pesando várias toneladas. Ruas como esta faziam parte de um plano deliberado. Sagalassos foi disposta em socalcos abertos na encosta, cada nível albergando as suas próprias ruas, praças e monumentos. Após a conquista grega, os habitantes construíram a sua cidade de montanha à maneira helénica, e esta continuou a crescer durante séculos. A rua conduz para cima, em direção às ágoras, as praças públicas que constituíam o coração da povoação. Cada bloco aqui foi transportado e encaixado à mão, a uma altitude onde a neve do inverno ainda hoje encerra o local.

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Photo: Dosseman · CC BY-SA 4.0

04Ágora Inferior: A Cidade Favorita de Adriano

Ágora Inferior: A Cidade Favorita de Adriano

Uma ampla praça de pedra gasta abre-se à nossa frente, ladeada pelas bases de estátuas que outrora honraram figuras locais de destaque. Esta era uma das duas ágoras da cidade, o seu coração político e comercial. Roma absorveu a Pisídia no primeiro século a.C., e após a morte do último rei cliente em 25 a.C., a região passou a fazer parte da província da Galácia. O grande momento da cidade ocorreu sob o imperador Adriano. Este atribuiu a Sagalassos o título de primeira cidade da província e fez dela o centro do culto imperial, a adoração oficial dos imperadores. Os edifícios erguidos no seu tempo eram inteiramente de estilo romano. Dezenas de inscrições públicas descobertas à volta destas praças registam a elite local, cujas famílias impulsionaram o crescimento monumental da cidade. Uma sala de conselhos aqui localizada, datada de cerca de 100 a.C., assinala a ascensão da povoação ao estatuto de cidade plena.

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Photo: Dosseman · CC BY-SA 4.0

05Termas Imperiais: O Centro Social da Cidade

Termas Imperiais: O Centro Social da Cidade

Estes muros baixos de pedra e tijolo foram outrora um dos edifícios mais grandiosos da cidade, as Termas Imperiais. A construção demorou cerca de quarenta e cinco anos, entre aproximadamente 120 e 165 d.C., e o complexo foi restaurado várias vezes ao longo dos séculos, mais recentemente numa campanha ambiciosa após 500. As termas romanas eram muito mais do que um local para a higiene pessoal. Eram o centro social da povoação, onde as pessoas faziam exercício, tomavam banho, tratavam de negócios e tagarelavam, sendo que este complexo consumia mais água do que qualquer outro edifício em Sagalassos. As termas mantiveram-se parcialmente em funcionamento até ao início do século VII, uma longevidade extraordinária. No próprio final, parte do pavimento tornou-se num ponto de recolha onde os dejetos humanos eram misturados com cal, provavelmente para produzir adubo para os campos vizinhos. Foi também aqui, neste complexo, que os escavadores depararam com alguns dos achados mais célebres de toda a escavação.

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Photo: Dosseman · CC BY-SA 4.0

06Os Imperadores Colossais das Termas

Os Imperadores Colossais das Termas

Em agosto de 2007, deu-se a notícia de uma descoberta sensacional nos escombros das termas. Tratava-se de uma estátua colossal do imperador Adriano, esculpida com grande detalhe e representada com vestes militares. Pensa-se que teria quatro a cinco metros de altura. Os escultores tinham trabalhado engenhosamente, esculpindo a figura em secções e encaixando-as com pernos de mármore no local. Em algum momento entre o final do século sexto e o início do século sétimo, um sismo violento fez desabar a abóbada das termas, e a estátua desmembrou-se pelas suas uniões. Os achados continuaram a surgir. Em agosto de 2008, uma cabeça colossal de Faustina, a Velha, mulher de Antonino Pio, apareceu no mesmo sítio, e dias depois uma terceira cabeça, desta vez de Marco Aurélio. Dedos de pés em mármore esculpido perfurados para cavilhas sugerem que uma estátua de Sabina, consorte de Adriano, ainda poderá estar ali perto. A cabeça de Marco Aurélio encontra-se atualmente guardada no Museu Arqueológico de Burdur, ao lado da cabeça de Adriano.

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Photo: Ad Meskens · CC BY-SA 3.0

07Macellum: Comprar e Vender em Sagalassos

Macellum: Comprar e Vender em Sagalassos

Num terraço próprio ergue-se um edifício de mercado com uma estrutura circular no centro. Nas cidades romanas, um edifício como este chamava-se macellum, um mercado de alimentos dedicado, separado das praças gerais. O elemento central redondo, conhecido como tholos, era típico do género, frequentemente um pequeno templo ou fonte no coração do comércio. Mercados como este abasteciam o pão de cada dia de uma capital provincial, a par da vida política encenada nas ágoras. Para uma cidade que se considerava a primeira da Pisídia, alimentar o seu povo fazia parte da manutenção do seu estatuto.

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Photo: Dosseman · CC BY-SA 4.0

08Casa da Fonte Dórica: Água para a Cidade

Casa da Fonte Dórica: Água para a Cidade

Sagalassos era famosa pelas suas fontes, e esta casa da fonte mostra o lado prático dessa fama. Edifícios semelhantes abasteciam a água quotidiana da cidade, para beber, cozinhar e lavar, captada nas nascentes acima da povoação. Pelo menos quatro grandes fontes, chamadas ninféus, adornavam as Ágoras Superior e Inferior só no século II. No interior, a água corria por bacias de pedra atrás de uma colunata, e a sombra e a névoa deviam oferecer alívio nos dias quentes de verão. Mas as fontes também registavam os seus próprios problemas. No período final da cidade, as bicas de água destas bacias foram encurtadas face aos respetivos parapeitos, porque a água já não subia tão alto como antes. O nível e o caudal do abastecimento diminuíam constantemente, um aviso silencioso de tempos mais difíceis que se avizinhavam.

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Photo: Dosseman · CC BY-SA 4.0

09Bouleutério: Governar a Cidade

Bouleutério: Governar a Cidade

Estas ruínas em socalcos pertenceram à sala do conselho da cidade, o Bouleutério, onde se reunia o conselho governativo de Sagalassos. Um conselho de cidadãos era uma imagem de marca da vida urbana helenística e romana, e uma cidade que geria os seus próprios assuntos era uma cidade com verdadeiro prestígio. Esta é a sala do conselho de que ouviu falar na Ágora Inferior. Ao lado, encontram-se os vestígios de uma igreja bizantina posterior, um lembrete de que Sagalassos continuou a viver na era cristã. Dois edifícios, duas eras de vida cívica, partilhando o mesmo cenário.

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Photo: Dosseman · CC BY-SA 4.0

10Ninfeu Antonino: Uma Fonte Monumental

Ninfeu Antonino: Uma Fonte Monumental

Ao longo do limite norte da Ágora Superior ergue-se o edifício mais célebre de Sagalassos, o Ninfeu Antonino. Trata-se de uma fonte monumental de dois pisos, com cerca de vinte e oito metros de comprimento e nove metros de altura. Os seus construtores utilizaram sete tipos diferentes de pedra, escolhidos de modo a que a fachada brilhe em bandas de diferentes cores. A escultura em pedra data-a do final do século II, a era dos imperadores antoninos, cuja dinastia deu o nome à fonte. Quem a pagou, ninguém sabe. Um ninféu como este transformava a simples água corrente num teatro cívico, uma exibição adequada para a cidade que Adriano tinha apelidado de a primeira da Pisídia.

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Ingo Mehling · CC BY-SA 3.0

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    A Água Volta a Correr: A Restauração Moderna

    A fonte restaurada com os seus próprios blocos antigos, e a água novamente ligada.

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    Uma Estátua Entre as Colunas

    Escultura entre as colunas, e uma restauração que remonta em vez de inventar.

  3. 13

    O Teatro: Nove Mil Lugares na Montanha

    Nove mil lugares esculpidos na encosta da montanha, um dos teatros mais altos do mundo antigo.

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    Atrás do Palco: A Arquitetura do Teatro

    O edifício do palco que enquadrava as representações, e os detritos da sua queda.

  5. 15

    O Vale Inferior: Abandono e Descendentes Vivos

    O lento fim da cidade, e a ligação de ADN entre o seu povo e o vale lá em baixo.

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